Ferramenta Inédita do Banco Central Blinda Cidadãos Contra Contas Bancárias Fraudulentas

O Banco Central (BC) implementou, nesta segunda-feira, uma ferramenta que permite a indivíduos e empresas restringirem a abertura de contas bancárias não autorizadas em instituições financeiras.

Nomeada BC Protege+, a funcionalidade foi criada para prevenir a abertura de contas usando identidades falsas ou dados de terceiros, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Ao ser ativado, o sistema notifica o Sistema Financeiro Nacional de que o usuário não permite ser incluído como responsável, seja como titular ou representante, em contas de outras pessoas ou empresas.

Até o início da tarde, aproximadamente 8 mil pessoas já haviam ativado a proteção e 263 tentativas de abertura de contas foram recusadas devido à ativação da ferramenta.

Para acessar o serviço, é necessário possuir uma conta Gov.br nível prata ou ouro com a verificação em duas etapas ativada.

O BC Protege+ está disponível no do Banco Central, na área logada do Meu BC, seguindo o caminho: “Serviços > Cidadão > Meu BC”. Dentro do sistema, é possível ativar ou desativar a proteção a qualquer momento.

Segundo o Banco Central, a proteção se aplica a contas de depósitos à vista, contas de depósitos de poupança e contas de pagamento pré-pagas, assim como à inclusão de titular ou representante nessas contas. A proteção é válida para todas as novas aberturas de contas, inclusive na mesma instituição ou conglomerado em que o CPF ou o CNPJ já possui uma conta.

No caso de uma tentativa de abertura de conta com o BC Protege+ ativado, o cidadão ou empresa será informado sobre qual instituição financeira consultou o CPF ou CNPJ para abrir a conta.

A expectativa do BC é expandir a ferramenta para outros produtos e serviços financeiros, como chaves Pix, operações de crédito e cartões de crédito, o que deverá ocorrer se a adesão ao novo sistema for significativa.

Na mesma plataforma Meu BC, os usuários podem obter o Relatório de Contas e Relacionamentos (CCS), que exibe os bancos e instituições financeiras nas quais a pessoa mantém contas, investimentos ou outros vínculos, com as datas de início e, quando aplicável, de término do relacionamento. Isso permite verificar se os dados não foram utilizados indevidamente para a criação de contas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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