Isenção de IR até R$ 5 Mil Impulsiona Economia, Avaliam Especialistas
Economistas e representantes do setor produtivo consideram um avanço a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem recebe até R$ 5 mil e reduz o valor cobrado de trabalhadores com salários de até R$ 7.350. O projeto segue para o Senado após aprovação unânime na noite de quarta-feira. Se aprovado e sancionado ainda este ano, a medida pode entrar em vigor em janeiro de 2026.
Especialistas apontam que, além da arrecadação, sistemas de cobrança de impostos atuam na distribuição de renda. A isenção pode impulsionar o crescimento econômico, aumentando o consumo e expandindo os investimentos, mitigando efeitos inflacionários.
Um pesquisador calcula que a classe média baixa pode ter um alívio mensal de R$ 350 a R$ 550, que poderá ser gasto com alimentação e serviços, beneficiando a economia. Quem ganha R$ 5 mil, por exemplo, terá um alívio mensal de R$ 312,89. Salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terão descontos proporcionais.
Atualmente, a tabela do IR isenta quem ganha até R$ 3.036. A isenção e redução devem beneficiar 15,5 milhões de pessoas, com renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões. Para compensar, o projeto institui cobrança adicional para quem tem rendimento tributável acima de R$ 600 mil ao ano.
Economistas enfatizam que a alteração tributária pode melhorar o poder de compra e reduzir o endividamento das famílias, injetando dinheiro na economia.
O presidente de uma central de trabalhadores ressalta que a ampliação da faixa de isenção é uma antiga reivindicação, beneficiando a maior parcela da classe trabalhadora, como um 14º salário. A isenção sobre participação de lucros e resultados (PLR) não foi incluída, sendo considerada uma nova luta.
Economistas apontam que a taxação dos mais ricos ainda é tímida, cobrando a criação de novas alíquotas de IR para faixas de renda mais altas, além da necessidade de reduzir os impostos indiretos sobre bens e serviços e compensar com a taxação de renda e patrimônio. O Brasil é um dos poucos países que não tributam dividendos de forma geral.
O setor produtivo classifica a ampliação da isenção como positiva e socialmente justa, beneficiando a população de menor renda e observando a capacidade econômica do contribuinte. No entanto, manifesta preocupação em relação ao financiamento da medida e é contrário à tributação de empresas sem medidas compensatórias.
O setor industrial tem posição favorável à isenção, que corrige anos de defasagem, incentivando a demanda. Uma menor cobrança de imposto será um incentivo ao consumo.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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