Metanol Adulterado: Conexão com o Crime Explica Intoxicações em São Paulo?
O metanol importado por organizações criminosas, utilizado para adulterar combustíveis, pode ter sido desviado para a produção de bebidas clandestinas. A informação foi divulgada e aponta para uma possível explicação para os recentes casos de intoxicação no estado de São Paulo.
A hipótese ganhou força após a Operação Carbono Oculto, que desarticulou um esquema de fraudes, lavagem de dinheiro e falsificação no setor de combustíveis. Com as empresas e transportadoras ligadas ao esquema paralisadas, o metanol estocado passou a ser escoado para empresas químicas e destilarias clandestinas. O objetivo seria aumentar o volume e a escala de produção, sem considerar os riscos à saúde dos consumidores.
O setor de bebidas foi o mais afetado pelo mercado ilegal em 2024, com perdas estimadas em R$ 88 bilhões. A operação Carbono Oculto atingiu cerca de mil postos de combustíveis vinculados ao grupo criminoso, que movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Constatou-se que o metanol importado era desviado para a fabricação de gasolina adulterada.
Desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol associados ao consumo de bebidas adulteradas em São Paulo. Dez casos estão sob investigação, com três mortes registradas.
As autoridades de saúde alertam para os riscos do consumo de bebidas alcoólicas de origem desconhecida, que podem conter substâncias tóxicas. A recomendação é que estabelecimentos e consumidores redobrem a atenção, adquirindo apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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