Rio ganha mais opções gastronômicas com mercado revitalizado em Laranjeiras
O tradicional polo gastronômico e cultural de Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro, reabriu suas portas após um período de revitalização. O Novo Mercado São José, que estava fechado desde 2018, voltou a receber o público com uma nova proposta.
Frequentador assíduo do espaço antes do fechamento, o empresário aposentado Luis Sérgio Santos, de 73 anos, visitou o local acompanhado de seu cachorro. Ele elogiou a modernização e a estrutura do mercado, que antes apresentava características antigas e necessitava de reformas. Santos espera que o espaço volte a oferecer programação musical, como acontecia antes.
A farmacêutica Luiza Gotin, moradora de Laranjeiras desde 2020, também comemorou a reabertura. Ela relatou que antes via o mercado em estado de abandono, com moradores de rua. A revitalização, segundo ela, trouxe mais segurança e um novo espaço de interação com restaurantes. Luiza espera que o local promova atividades culturais.
Fechado por sete anos, o prédio foi comprado pela prefeitura em 2023 por R$ 3 milhões. A revitalização contou com um investimento privado de R$ 10 milhões, liderado por um consórcio que venceu uma chamada pública.
O Mercadinho São José, como é popularmente conhecido, agora conta com 16 empreendimentos, incluindo hortifruti orgânico, queijaria, confeitaria autoral, cozinha árabe, café especial, massas artesanais, sorvetes veganos, fermentados, bares e restaurantes. O mercado funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 22h.
A reabertura do mercado representa uma oportunidade para pequenos negócios. O restaurante Basta, especializado em massas, e a queijaria Rancho das Vertentes abriram suas primeiras lojas físicas no local. Os sócios de ambos os estabelecimentos relatam boas expectativas e aumento nas contratações.
O mercado já gerou cerca de 150 empregos e busca resgatar a tradição de ser um espaço de produtores locais, como era em sua fundação em 1944.
O imóvel onde hoje funciona o mercado já foi uma senzala e um celeiro de uma fazenda no Parque Guinle. Em 1944, o então presidente Getúlio Vargas adaptou o espaço para fornecer alimentos à população durante a Segunda Guerra Mundial. O mercado foi tombado como Patrimônio Cultural do Rio em 1994.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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